Mínimas Coisas

Banalidades Cotidianas

Conhecimento

Força é igual o produto da massa pela aceleração. Peso não é massa, peso é o produto da massa pela aceleração da gravidade. Gravidade é a força que os astros exercem sobre os corpos que estão próximos a eles. Todos os corpos do universo se atraem, inclusive você e eu, você e qualquer um destes objetos que lhe rodeiam, essa é a lei da gravitação universal: dois corpos quaisquer do universo se atraem com uma força tal que é igual ao produto da massa destes corpos dividido pelo quadrado da distancia entre eles e multiplicado por uma constante universal cujo o valor aproximado é 6,67 x 10-11. Essa lei é bastante semelhante à uma outra lei da natureza, a lei de Coulomb,que determina a força de atração ou repulsão entre duas cargas elétricas, só a constante que é diferente: 9,0 x 10⁹…

Um pêndulo simples oscila com um período tal que é determinado pelo dobro do número pi vezes a raiz quadrada do comprimento deste pêndulo dividido pela aceleração da gravidade local. (quem dera se pudêssemos usar essa relação matemática para entender a oscilação do caráter de um ser humano)

  • Pi é um número irracional obtido pelo quociente entre a medida de uma circunferência e o seu diâmetro. Circunferência é um conjunto de pontos equidistantes de um ponto central.
  • Ser humano é um animal bípede, de descendência primata que provavelmente será o responsável pela extinção de todos os seres vivos deste planeta, inclusive ele mesmo.
  • Caráter é uma característica humana que está relacionada ao seu nível de ética. Ética ééé… Bem, é difícil demais conceituar ética. Deixemos a ética pra lá, todos à deixam de lado mesmo.

Literatura é uma forma de arte. Não me pergunte o que é arte, Este é mais um elemento do vasto conjunto formado pelas coisas/fenômenos que eu ignoro. Deste conjunto também fazem parte o amor, eu mesmo, o universo…. Pergunte à Picasso o que é arte e ele dirá que arte é uma mentira que revela a verdade, pergunte à sua mãe o que é arte e ela dirá que arte é o que você fazia quando era pequeno. (Algumas mães podem dizer que arte é o que você faz até hoje.) Voltando à literatura, eu me arriscaria a dizer que literatura é uma forma que os seres humanos encontraram para expressar seus sentimentos, expor seus pensamentos, contar uma história (real ou não) e tudo isso por meio das mais variadas estruturas/métodos/técnicas linguísticas: aliteração, metáfora, ironia, metalinguagem, etc…

  • Metalinguagem é a coisa falando sobre a própria coisa…
  • É uma poesia que fala sobre poesia,
  • É uma pintura que retrata uma pintura
  • É Tânia falando sobre a beleza das flores e a plenitude do amor.

Amor… eu já disse que amor é uma das coisas cujo o conceito eu ignoro, ultimamente tenho me contentado apenas em senti-lo. Isso basta. Assim como me basta também sentir Deus nos mínimos detalhes da natureza, como na dilatação anômala da água. As substancias se dilatam quando submetidas à variações de temperatura. O valor dessa dilatação depende do coeficiente de dilatação. Coeficiente de dilatação é uma grandeza característica de cada substância. Em geral, os corpos se dilatam aumentando seu volume quando a temperatura aumenta. Mas a água quando a temperatura varia de 0 a 4 graus célsius ela reduz o seu volume, diferentemente das demais substâncias. Essa propriedade particular da água explica porque a água congela de cima para baixo e não de baixo para cima.

Se a água congelasse de baixo para cima, os rios e lagos de regiões muito frias, ficariam completamente congelados no inverno, isso seria muito prejudicial à vida em ambientes aquáticos. E se você se lembra das teorias evolucionistas que sugerem que a vida primitiva só existia na água então você pode imaginar porque a dilatação anômala da água pode ter sido tão importante para o desenvolvimento da vida na terra. A natureza está cheia de detalhes geniais como estes que fazem toda a diferença. Detalhe Genial = Deus. Já que falei de Deus, aprendi que existem tantas definições para Deus quanto pessoas tentando defini-lo. Aprendi (aceitei) também que todas elas estão corretas.

O carbono é o principal constituinte dos compostos orgânicos. O DNA é uma molécula orgânica. O DNA é a molécula que carrega nossas informações genéticas. Molécula é um conjunto de átomos que se unem por meio de uma ligação covalente. O átomo é a unidade estrutural da matéria. Os átomos se ligam para adquirir estabilidade. Uma ligação entre átomos é chamada de ligação química. As ligações químicas podem ser iônica, covalente ou metálica. Os átomos se ligam ou se separam por um processo chamado reação química. As reações químicas originam novas substancias. As “novas substancias” produzidas em uma reação química são os produtos, as substancias originais de uma reação química são os reagentes. As reações químicas podem absorver ou liberar energia. Uma reação nuclear libera uma absurda quantidade de energia, absurdo foi o que o que o homem fez de posse dessa informação.

As células são as unidades estruturais da vida. Um conjunto de células constitui um tecido, um conjunto de tecidos constitui um órgão, um conjunto de órgãos constitui um sistema e um conjunto de sistemas constitui um indivíduo.

Um conjunto de indivíduos com características semelhantes formam uma espécie, um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie forma uma população, um conjunto de populações formam uma comunidade. Um ecossistema é composto por uma comunidade mais os fatores abióticos do meio. Fatores abióticos é o conjunto dos seres não vivos.

A maioria das populações crescem até que o meio ambiente ofereça resistência a este crescimento. O homem, através da medicina e da tecnologia desenvolveu várias formas de burlar a resistência do meio.

  • Medicina é a ciência da cura e prevenção de doenças
  • Tecnologia é a aplicação dos conhecimentos ciêntificos à produção de artefatos diversos para as mais variadas finalidades.

Se, sobre uma determinada população, deixa de agir a resistência do meio, então temos um sério problema ecológico. Mas acho que a natureza (genial natureza) encontrou uma forma de limitar o crescimento das populações humanas, e as vezes com auxilio do próprio homem (Terremotos,  tempestades, guerras, fome… ).

Conhecimento… de que nos valem tanto conhecimento, se ainda não aprendemos respeitar as diferenças de nossos semelhantes… se ainda somos predadores de nossa própria espécie.

  • Predador é um ser que destrói outro violentamente…

junho 21, 2011 Posted by | Geral | Deixe um comentário

(By Manoel Bandeira)

Quando estás vestida,
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

(Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.

Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.

Teus exíguos
– Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos –

Brilham.) Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!

Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu’alma
Nua, nua, nua…


junho 7, 2011 Posted by | Geral | 2 Comentários

Software livre não nasce em árvores: Do colonialismo ao extrativismo digital

Artigo escrito por Jomar Silva e postado originalmente no blog Trezentos.

“Sei que muita gente que conheço e admiro vai ficar irritada com este artigo, mas acredito que já atingimos um nível de maturidade suficiente na comunidade de software livre brasileira para que possamos encarar de frente nossos próprios fantasmas. Sei também que o artigo é longo, mas acho que vale a pena a leitura. Cedo ou tarde vamos precisar fazer a reflexão aqui proposta.

Optei por escrever este artigo junto com um grupo de amigos experientes dentro da comunidade para evitar que ele seja classificado como sendo a opinião de uma única pessoa. Todos os amigos convidados já estão há bastante tempo na comunidade de software livre e todos eles já sentiram na pele os efeitos dos problemas aqui relatados. Optei por não listar seus nomes neste artigo, para que eles mesmo possam fazê-lo nos comentários.

Depois de tantos anos militando e trabalhando com software livre, fico impressionado em ver como as pessoas comumente usam o termo “a comunidade” como se ela fosse uma empresa ou coisa parecida. Muitas vezes vejo as pessoas falando da comunidade como se não fossem parte dela, como se não tivessem nenhuma obrigação em relação à manutenção dos projetos desenvolvidos de forma comunitária. Muita gente entende que ser usuário de redes sociais organizadas em torno de projetos de software livre seja o mesmo que ser membro de fato da comunidade do projeto em questão, além de acreditar piamente que todos naquela comunidade estão mesmo interessados em trollagens e críticas despropositadas.

Fazendo uma breve revisão do que aconteceu nos últimos anos na área de tecnologia no Brasil, vemos que nossa indústria de informática foi praticamente destruída no início dos anos 90, e passamos quase duas décadas sendo meros consumidores de tecnologia da informação, do hardware ao software. É a isso que chamo de colonialismo digital, pois tal como na época do Brasil colônia, acabamos consumindo tudo aquilo que os colonizadores nos empurravam. Vale lembrar aqui, que durante o início do século XIX, o Brasil chegou a “importar” um navio de patins para patinação no gelo da Inglaterra, uma vez que estes produtos estavam entupindo os estoques ingleses e precisavam ser desovados em algum lugar. Os historiadores contam que nesta época, as lâminas dos patins acabaram sendo utilizadas como facas e facões e assim fomos levando a vida: dando o jeitinho brasileiro para cumprir com nosso papel de colônia.

Durante quase vinte anos, fizemos a mesma coisa com produtos de tecnologia da informação e me lembro de ter presenciado algumas aberrações nesta época. De computadores que não suportavam o calor tropical brasileiro a softwares que invertiam completamente nossa lógica organizacional, vivemos décadas “dando um jeitinho” para as coisas funcionarem e não foram raros os casos em que tivemos que nos re-organizar para que pudéssemos utilizar as tecnologias “ofertadas”. Quem aí nunca encontrou um banco de dados armazenado dentro de uma planilha com milhares de linhas ou não viu uma reengenharia quase irracional acontecer na marra por conta do ERP da moda que atire a primeira pedra.

Tamanha foi nossa aceitação do papel de colonizados, que no final da década de 90 não era raro encontrar universidades que ao invés de lecionar “Sistemas Operacionais”, lecionavam “Windows NT”, ou trocavam “Banco de Dados Relacionais” por “Oracle” ou “DB2” e por aí seguia a carruagem. Fui aluno em uma dessas (que aliás é uma universidade de renome e destaque em São Paulo). Me lembro que fui voto vencido quando fui debater este assunto com a coordenação do curso, pois para eles importava ensinar “o que o mercado cobrava”. Pior do que ser voto vencido entre os coordenadores e mestres do curso, foi ter sido voto vencido entre meus colegas de turma, pois a imensa maioria deles estava tão acostumada com o fato de ter tudo mastigado nas mãos, que não se importava em não dominar de fato a tecnologia ou entender o que acontecia debaixo do capô. Estavam mais preocupados em “colocar no curriculum” o que aprenderam na faculdade. Amém !

Foi assim que formamos no Brasil centenas de milhares de profissionais de TI que não passavam de usuários avançados de ferramentas de software desenvolvidas fora do Brasil. Hoje, uma parte considerável destes profissionais são gestores de TI em diversas empresas públicas e privadas, e isso explica o principal motivo da resistência que encontramos no nosso dia a dia ao Software Livre dentro das organizações: a zona de conforto é grande e a inércia gerada por ela é muito difícil de ser quebrada.

É evidente que este modelo interessa às grandes empresas multinacionais de software, e confesso que hoje chego a achar graça das explicações dadas a eles sobre “o modelo”. Sempre que questionadas publicamente sobre este tema, vemos as empresas se defendendo com o argumento de que geram milhares de empregos diretos e indiretos no Brasil, e que fazem “transferência de tecnologia” à indústria local, principalmente através de seus parceiros e de projetos junto à universidades.

O que vemos na prática é que a imensa maioria dos empregos diretos criados por estas empresas estão focados na área comercial e nas metas de curto prazo, e que os empregos “técnicos” costumam se concentrar em seus parceiros e solution providers, que evidentemente não têm acesso às informações detalhadas, e muito menos ao código fonte, dos produtos que “suportam” no mercado. A segurança e confiança por obscuridade é o que impera nesta seara.

Quando olhamos o trabalho feito por elas junto às universidades, vemos novamente que o foco é sim formar cada vez mais usuários avançados de seus produtos, e conseguir com isso firmar a dependência tecnológica desde na base da cadeia alimentar na indústria de TI. É muito fácil comprovar isso quando vemos “versões educacionais” dos softwares comercializados por estas empresas serem distribuídos com água dentro das universidades. Encerrou o curso e tem um software completo desenvolvido: ótimo… vamos lhe enviar a fatura em 3, 2, 1…

É importante lembrar que este modus operandi não é exclusividade de uma única empresa, mas é de fato a prática de mercado de todas as multinacionais de TI (das mais fechadas e perseguidas por todos até a “mais aberta” e idolatrada pela maioria).

Foi num cenário de total colonização tecnológica como o ilustrado acima que o Software Livre cresceu no Brasil, principalmente durante os últimos 10 anos. Eu atribuo este crescimento à vontade gigantesca de conhecer tecnologia de verdade que alguns profissionais de TI no Brasil tinham, mas conforme o movimento foi crescendo, tenho a impressão de que estes profissionais cada vez mais são raros de se encontrar e o que vemos de fato hoje, é a busca pela substituição pura e simples de um software proprietário por um equivalente livre (e não quero entrar aqui na discussão filosófica por trás disso).

Considero que seja fundamental termos no Brasil uma comunidade tão militante e ativa na publicidade e no suporte às soluções de software livre, mas infelizmente isso não é suficiente, pois deixamos de ser colonizados digitais e somos hoje extrativistas digitais.

Não exagero em dizer que hoje o Brasil tem em números absolutos a maior comunidade de usuários de Software Livre do mundo, e olha que a TI ainda não chegou a tantos lares assim no Brasil, portanto temos ainda muito a crescer. O que me deixa muito chateado é constatar que ao mesmo tempo, temos uma comunidade de desenvolvedores de software livre quase inexistente (eu mesmo conto nos dedos das mãos os desenvolvedores de “código fonte” em projetos de software livre que conheço). A dita “comunidade” é a primeira a se manifestar e apontar defeitos nos muitos projetos que “participam”, mas na hora de enviar contribuições realmente significativas quase ninguém aparece.

É por isso que afirmo que vivemos hoje o extrativismo digital: encontramos uma fonte aparentemente inesgotável de recursos e estamos usando e abusando dela, sem nos preocupar com a sua manutenção. Isso pode até nos dar uma sensação de liberdade e controle do próprio nariz bem confortável, mas não nos levará a lugar algum e pior do que isso, quando a fonte se esgotar (e sim, ela pode se esgotar um dia), voltaremos à nossa vidinha de colonizados, e seremos novamente saudosistas de uma “era de ouro”, tal como nossos amigos mais velhos hoje se lembram da reserva de mercado.

O que quero com este artigo é forçar uma reflexão dentro da nossa comunidade, pois é evidente que software livre não nasce em árvores, e existem pessoas trabalhando muito escrevendo código fonte por trás dos softwares livres que utilizamos no dia a dia.

Devo reconhecer porém, que somos muito ágeis e experientes em traduzir estes softwares para nosso idioma, mas todos devem concordar comigo que isso é o mínimo do mínimo que podemos fazer. Lembre-se de que teremos alcançado o sucesso pleno quando a tradução for problema dos outros !

Não consigo me contentar com isso e por isso peço a todos que façam uma séria reflexão: Quando foi a última vez que você contribuiu de verdade com um projeto de Software Livre ?

Rodando o mundo palestrando em eventos de software livre, esta é a diferença primordial que vejo entre outros países e o Brasil. Na maioria dos países, a meritocracia funciona de verdade e o reconhecimento vem na base de muito, mas muito código fonte contribuído para os projetos. Como já contei a diversos amigos, em muitos países fora do Brasil, para que você possa “tomar uma cerveja” com os líderes dos projetos de software livre, você provavelmente já trabalhou bastante construindo e depurando código com eles.

Acho que é parte da cultura latina ser expansivo, mas não podemos deixar que nossa ânsia por fazer amigos acabe os deixando desviar tanto assim do nosso objetivo comum: Desenvolver de fato softwares livres que supram as necessidades de nosso mercado, que nos permitam dominar a tecnologia e que paguem nossas contas no final do mês.

Quando analisamos a cadeia de valor na indústria de software livre no Brasil hoje, vemos que diversos nós da cadeia são remunerados, mas que ainda não encontramos uma forma concreta de remunerar de verdade o principal nó: O desenvolvedor.

É muito fácil cair no discurso de que “quem implementa, treina e suporta também desenvolve”, mas na prática vemos o oposto disso.

O que me consola é que este problema não é exclusividade nossa, e nos últimos meses tenho visto diversos projetos de software livre desenvolvidos internacionalmente passar por sérias dificuldades por conta do mesmo problema.

Voltando ao Brasil, conheço ao menos um software livre desenvolvido aqui no Brasil e que é utilizado no país todo, além de ser suportado por centenas de empresas, mas que tem como desenvolvedores ativos apenas duas pessoas, sendo que uma delas (e talvez o desenvolvedor chave), não seja de forma alguma remunerado. Não vou dizer o nome do software aqui para não ser deselegante com as pessoas envolvidas em seu ecossistema, mas garanto que pela descrição acima você já deve ter identificado alguns softwares como potenciais candidatos.

Em uma recente discussão que tive com um dos pioneiros do Open Source mundial, ele me dizia que o modelo de subscrição nunca foi de fato compreendido pelo mercado, e concordo com ele que este modelo é o mínimo que podemos ter para garantir a manutenção dos projetos e de seus desenvolvedores. É mesmo uma pena ver que muita gente afirmar sem vergonha alguma que “subscrição é licença disfarçada”, e aqui incluo inúmeros colegas do movimento do software livre. Sinto lhes informar que não, não é, mas concordo que é muito fácil pensar assim quando seu contracheque chega no final de todo mês.

Indo mais a fundo no problema, fico extremamente chateado em ver a falta de consciência de inúmeros gestores de empresas públicas e privadas que economizam centenas de milhões de reais por ano em licenças de software, mas que não investem sequer um centavo no desenvolvimento e manutenção de projetos de software livre que utilizam no seu dia a dia.

Um exemplo gritante do que afirmo acima é o Libre Office (antigo OpenOffice ou BrOffice no Brasil), que possui atualmente centenas de milhares de cópias sendo utilizadas no país todo, economizando rios de dinheiro, e que têm no Brasil uma comunidade de “desenvolvedores de verdade” quase irrisória. O que me deixa muito mais chateado com isso, é que estes poucos heróis nacionais quase sempre levam uma vida de privações em prol da coletividade e tudo o que recebem de volta são tapinhas nas costas e nos últimos tempos ainda tem que aceitar calados, críticas injustas vindas de todas as partes. Não vou nem comentar aqui sobre a vida que levam os que decidem trabalhar com o desenvolvimento de padrões, mas posso afirmar que invejamos a vida dos desenvolvedores de software livre no Brasil.

Não quero que este seja um artigo de lamentações, e por isso eu gostaria de deixar algumas sugestões para que possamos de fato aproveitar esta oportunidade que temos nas mãos e mudar de uma vez por toda a história da TI no nosso Brasil. Muitas das sugestões vão parecer óbvias e genéricas, mas acredite, nunca foram de fato implementadas:

  • Empresas que utilizam softwares livres deveriam ter desenvolvedores trabalhando no desenvolvimento destas soluções ou se não puderem ter estes desenvolvedores, que exijam que as empresas que lhes prestam serviços de suporte e treinamento em software livre tenham desenvolvedores ativos nos projetos, e que comprovem suas contribuições periodicamente. Esta prestação de contas aliás deveria ser pública.
  • Universidades poderiam deixar de usar exemplos genéricos e trabalhos “inventados pelos professores” nas disciplinas de desenvolvimento de software e ter como meta a cada semestre otimizar um trecho de código fonte existente ou implementar uma melhoria ou nova funcionalidade em um software livre existente. O mesmo vale para outras disciplinas como marketing e design. Uma simples mudança da atitude como esta daria aos envolvidos uma experiência prática no mundo real com projetos concretos, ao mesmo tempo que lhes permitiria alcançar os mesmos objetivos didáticos (já imaginou onde chegaríamos com isso ?).
  • Já temos diversas leis, decretos e instruções normativas no Brasil recomendando ou determinando a utilização de Software Livre e de Padrões Abertos em diversas esferas governamentais, mas infelizmente os órgãos de controle e fiscalização parecem desconhecê-las. Não consigo avaliar quem é o culpado por isso, mas sei que nós como sociedade temos o dever de cobrá-los, e talvez esteja aí a grande missão de todos os membros da comunidade que não podem contribuir de forma técnica com os projetos de software livre.
  • Muita gente não tem conhecimento técnico para escrever código fonte e contribuir com os projetos, mas lembre-se que um software livre de sucesso não vive só de código fonte e por isso mesmo sempre existe algo não relacionado a código fonte que precisa ser feito. Se envolva de verdade com a comunidade de desenvolvedores dos softwares que você usa e por favor, contribua de forma concreta com seu desenvolvimento. Ajudar de verdade é atender a necessidade do outro e não a sua própria necessidade. A diferença entre o voluntariado e o voluntarismo é gigantesca, mas muito difícil de ser compreendida.

Não acredito em contos de fadas e também não acredito que um dia uma empresa estrangeira vai decidir do dia para a noite que o Brasil é a bola da vez para concentrar aqui o seu desenvolvimento de software. Temos que conquistar isso, temos que fazê-lo do nosso jeito e temos sim potencial para reconstruir de verdade nossa indústria nacional de software e Tecnologia da Informação. O que não podemos fazer é ficar aqui sentados esperando o milagre acontecer, imaginando que estamos no caminho certo. Pequenas correções de rota podem sim nos levar a algum lugar completamente diferente e melhor do que o nosso destino atual.

Caso você ou sua empresa queira contribuir com um projeto de software livre e não saiba como, me coloco à disposição para ajudar e orientar.

Peço que reflitam sobre o seu papel na solução do problema aqui apresentado. Temos um elefante na sala e só não ver quem não quer.

Aguardo ansiosamente os comentários e espero que possamos abrir este debate tão necessário nos dias de hoje.”

Por favor, comentem no Post Original!

junho 6, 2011 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Eu sei que vou te amar!

Composição de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, na voz de Adriana Calcanhoto

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
A cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que eu vou te amar

E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência sua eu vou chorar
Mas cada volta sua há de apagar
O que essa ausência sua me causou

Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

maio 17, 2011 Posted by | Geral | 2 Comentários

Ninguém se importa com os “Anjos do Sol” …

Escrevi recentemente um post sobre o livro “Feliz ano novo”, de Rubem Fonseca, no qual o autor evidência como alguns absurdos acabaram assumindo uma concepção bastante trivial no dia-a-dia… também recentemente, li um artigo no blog escreva-lola-escreva que me pareceu mais como um artigo de desabafo, uma necessidade urgente de denunciar, gritar ao mundo que a nossa sociedade tem feridas crônicas e precisam ser tratadas antes que passemos a considera-las “triviais”… vale a pena conferi o referido artigo.

O Post/Indicação-de-filme de hoje é inspirado pelo instinto denunciador suscitado pelo artigo da Lola. Anjos do sol , de Rudi Lagemann é um filme brasileiro, internacionalmente premiado, que traz como temática central a exploração sexual comercial de crianças no Brasil. Um ótimo filme… faz agente perceber que envolta desse mundinho confortável que decidimos viver existem questões mais sérias do que, por exemplo, o “paredão do BBB

março 22, 2011 Posted by | Geral | 1 Comentário

Feliz 8 de março!!!

Deixo aqui minha singela homenagem à todos estes seres humanos cheios de graça… Parabéns mulheres:

1792 – Inglaterra: Mary Wollstonecraft escreve um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Reivindicação dos Direitos da Mulher – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.

1827 – Brasil: Surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que frequentassem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.

1832 – Brasil: A brasileira Nísia Floresta, do Rio Grande do Norte, defendia mais educação e uma posição social mais alta para as mulheres. Lança uma tradução livre da obra pioneira da feminista inglesa Mary Wollstonecraf. Inspirada nesta obra, Nísia escreve Direitos das mulheres e injustiça dos homens. Mas Nísia não fez uma simples tradução, ela se utiliza do texto da inglesa e introduz suas próprias reflexões sobre a realidade brasileira. É por isso considerada a primeria feminista brasileira e latino-americana.

1857 – Estados Unidos: No dia 8 de março, em uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, 129 operárias morrem queimadas numa ação policial porque reivindicaram a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença maternidade. Mais tarde foi instituído o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em homenagem a essas mulheres.*

1879 Brasil: As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1893 – Nova Zelândia: Pela primeira vez no mundo, as mulheres têm direito ao voto.

1917 – Brasil: A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.

1920 – Estados Unidos: Sufrágio Feminino

1922 – Brasil: Bertha Lutz funda a Federação Brasileira para o Progresso Feminino

1962 – Brasil: Nasce dona Elenilda Maria, minha mãe, a mais ilustre mulher do planeta! (embora não pareça, essa última informação é totalmente imparcial)

1962 – Brasil: É criado no dia 27 de agosto foi sancionado o Estatuto da Mulher casada, que garantiu entre outras coisas que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, receber herança e em caso de separação ela poderia requerer a guarda dos filhos.

1975 – México: Ano Internacional da Mulher. A ONU promove a I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México. Na ocasião, é criado um Plano de Ação.

1979 – Brasil: A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.**

1980 – Brail: Recomendada a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência doméstica contra a mulher. Surge o lema: Quem ama não mata.

* Hà quem diga que esta não é a origem do “8 de março”.

** 1937/1947 – O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”. O Decreto só foi regulamentado em 1965.

Referência: wikipedia

Parabéns por tudo que vocês já conquistaram, e por tudo que ainda vão conquistar.

 

março 8, 2011 Posted by | Geral | 1 Comentário

#Por1MundoMelhor

Olá queridos e desocupados leitores… rss..

Eu estava aqui, “googlando” para saber quando começariam as vendas de ingressos para a edição 2011 do Rock in Rio.. acabei descobrindo duas coisas (na verdade eu descobri mais do que duas coisas, mas como eu pretendo enumera-las a seguir, vou dizer que descobri apenas duas…[modo preguiçoso “on”]): a primeira é que eu perdi a venda dos “Rock in rio CARD’s” e agora vou ter que esperar até julho (acho que é isso mesmo) para garantir meu ingresso. A segunda coisa relevante que descobri, foi que está rolando um concurso cultural no site oficial do evento cujo o tema é “#Por1MundoMelhor”… entaum eu pensei, já que estou aqui de bobeira mesmo, de férias, nada pra fazer… vou participar deste concurso. E o objetivo deste post é justamente falar sobre  minha ideia de ações “por um mundo melhor”

imagem reetirada do blog "Crazy for scrap"Eu posso começar dizendo plante uma árvore, use papel ecológico, estude filosofia ou física, monte uma banda de rock, mostre ao mundo que o amor ainda está vivo… (Black Sabbath), use camisinha, incentive o uso de software livre, etc. essas coisas também são importantes, mas acho que tem uma coisinha que é mais primordial na tarefa de mudar o mundo: “A indignação”. acho que seria muito perigoso se perdermos a capacidade de nos impressionar, indignar, revoltar com as coisas…

tente imaginar como uma pessoa, à 100 anos atraz, receberia a notícia de que houve um assassinato no bairro na noite passada, agora imagine uma pessoa do nosso tempo recebendo a mesma notícia. o meu palpite é que dentre as pessoas que você imaginou, a de cem anos atraz ficou muito mais chocada do que a pessoa conteporânea… e isso, definitivamente não é uma coisa boa…

Acredito que a melhor forma de mudarmos o mundo é não aceitar acontecimentos trágicos como triviais… não é normal uma pessoa ser assassinada, não é normal alguém morrer nas filas de espera dos serviços públicos de saúde, não é normal que a temperatura média do planeta se eleve ano-pós-ano.

Enfim, para salvar o  mundo, faça o melhor uso possível de seu senso crítico.

janeiro 3, 2011 Posted by | Geral | Deixe um comentário

A política

O garoto pergunta a seu pai:
– O que é política papai?
E seu pai responde:
– Vou pegar o exemplo de casa p/ responder…sua mãe é o GOVERNO porque cuida de você, eu sou o CAPITALISMO porque trago o dinheiro, a empregada é a CLASSE TRABALHADORA, você seria o POVO e seu irmãozinho o FUTURO, entendeu?
O menino faz cara de quem entendeu e vai dormir.
Horas da noite o menino acorda sentindo um cheirinho de cocô no quarto e percebe que seu irmãozinho havia….enfim, ele vai até o quarto da mãe e tenta acorda-la inútilmente, vai áté o quarto da empregada e vê seu pai atracado com ela ambos nús, então ele sem atenção de ninguém desiste e volta a dormir.
No outro dia seu pai acorda bem disposto e lhe pergunta:
– E ai filhão entendeu mesmo o que é política?
E o menino com ar de safadeza responde:
– Acho quem sim papai é mais ou menos assim; enquanto o CAPITALISMO fode a CLASSE TRABALHADORA o GOVERNO só dorme,o POVO é ignorado e FUTURO esta na MERDA…

 

dezembro 28, 2010 Posted by | Geral | 1 Comentário

Richard Stallman e a Computação nas nuvens

Olá povo…

Richard Stallman, uma das figuras mais emblemáticas do cenário opensource mundial, fez novas críticas aos sistemas de computação online conhecidos como computação nas nuvens…

O alvo da vez foi o Google OS, segundo Stallman utilizar o Google OS é estupidez… de uma forma geral, ele coloca em “cheque” a segurança dos dados armazenados online. Stallman afirma que o termo “Computação nas nuvens” poderia, facilmente ser substituído por “Computação descuidada”

segue abaixo um trecho de uma repostagem publicada no site da revista INFO que fala sobre as declarações de Stallman:

“Embora o Chrome OS seja projetado com base no sistema GNU/Linux criado por Stallman, para ele o sistema do Google “não traz as aplicações usuais, e foi montado para impedir e desestimular a instalação de aplicativos”, afirma.

Além disso, Stallman alerta que fazer uso extensivo da computação em nuvem é “pior que a estupidez”, pois significa que você perderá o controle sob seus dados. Ele alega que este tipo de sistema força o usuário a armazenar os dados em um lugar desconhecido e sem o conhecimento de quem está por trás dos controles.

“Acredito que muitos continuarão a se mover para a computação descuidada, pois um trouxa nasce a cada instante. […] No entanto, enquanto conseguirmos manter nossos dados sob nosso controle será o melhor caminho para a privacidade. E é melhor que isso seja mantido ou então esta opção pode desaparecer”, completa Stallman.”

bom, é claro que as preocupações de Stallman quanto a segurança dos dados fazem sentido… mas segurança é um treco que depende muito do usuário além do mais, para certas aplicações, a segurança não é assim tão relevante…

Dizer que usar sistemas nas nuvens é estupidez me parece meio generalista e não leva em consideração todos os pontos analisáveis…

Eu não me arriscaria a armazenar dados extremamente sigilosos no google docs por exemplo (A menos que minha mãe administrasse os servidores do google)  mas existem casos onde essa ferramenta é uma “mão na roda” , um exemplo é o compartilhamento de trabalhos acadêmicos..

Mas estamos falando de Richard Stallman não é mesmo…? e se uma declaração desse cara não gerar polêmicas então não é uma declaração de Stallman… kkkk…

dezembro 16, 2010 Posted by | Geral | Deixe um comentário

Diálogos domésticos

I

– Bom dia

– Bom dia

– Dormiu bem?

– Não.

– Aquela dor de cabeça de novo?

– Sim.

II

– Vai sair assim, sem comer nada?

– sim, estou atrasado.

– vem para o almoço?

– Não sei.

III

– Oi meu bem, como foi seu dia?

– Nada de mais… Eu assinei papeis, peguei engarrafamento e atropelei um mendingo..

– Meu deus! amassou o carro?

– Não, só sujou um pouco mas já dei um jeito…

– Que bom!

IV

– Nem tocou no jantar…

– Não estou me sentindo muito bem, vou dar uma volta pra ver se melhoro

– Tudo bem, não volte muito tarde

– Ok!

V

– Oi amor, por que demorou hoje?

– Tive que despistar minha esposa. Conseguiu aquele “remédio” que te pedi?

– Sim, basta uma gotinha… morte rápida e limpa

– Ótimo, amanhã minha esposa não será mais um problema

VI

– Oi amor, por que demorou hoje?

– Meu marido saiu mais tarde hoje.

– Consegui o remédio que me pediu, basta uma gotinha… morte rápida e limpa

– perfeito, amanhã meu marido não será mais um problema

VII

– Que bom que voltou, melhorou?

– Sim, te trouce um sorvete…

– Obrigado, eu fiz suco de morango.. seu preferido…

dezembro 14, 2010 Posted by | Geral | Deixe um comentário